domingo, 21 de outubro de 2012

SÍNODO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO

Notícias do Sínodo dos Bispos 13 - Pe. Lima
 DIÁLOGO DE JESUS COM A SAMARITANA: EXEMPLO DE EVANGELIZAÇÃO
Um primeiro rascunho da grande Mensagem do Sínodo
  
Na sessão da manhã de hoje, foi apresentada à Assembleia, um primeiro rascunho da Mensagem do Sínodo. Dom José Betori, arcebispo de Florença e presidente da Comissão de Redação, começou dizendo que é um texto para transmitir imediatamente uma mensagem a todo o povo de Deus; é um olhar orgânico sobre os grandes do Sínodo temas com muita transparência. A mensagem não é dirigida tanto àqueles que devem ser evangelizados, mas às comunidades cristãs que, se supõe, devem ser evangelizadoras. Trata-se de uma parenese (exortação) muito cálida, um encorajamento e um elogio ao trabalho evangelizador já realizado.

 A Mensagem é bastante longa, pois precisa nomear muita gente, e o tema do Sínodo é vasto. O texto é bíblico, perpassado pelo ícone de Jesus junto ao poço de Jacó evangelizando a samaritana. A linguagem é fácil, incisiva e bem figurada.  Ao final da leitura de uns 45 minutos, um longuíssimo aplauso (mais do que o jovem Tommaso ontem...), indicou a aprovação maciça da Assembleia. Teve início uma rodada de observações; falaram 12 bispos, mas haveria ainda 36 inscritas e foram são exortadas a enviarem por escrito suas observações. Como sempre acontece, há contradições nas observações, pois todo muito diz que é longa de mais, mas não há quem não peça para inserir isso ou aquilo...

 Como o conteúdo é muito extenso, dividido em 14 pontos, irei apresentá-los em dois momentos. Hoje vai uma síntese dos 7 primeiros números e segunda feira mais 7. O conteúdo essencial está presente, embora de forma abreviada.

Introdução: antes de retornar às nossas dioceses, queremos nos dirigir aos fieis do mundo inteiro para apoiar e orientar o serviço ao Evangelho nos diversos contextos onde hoje se encontram.
1. Deixamo-nos iluminar pelo encontro de Jesus com a Samaritana; não há mulher ou homem que não se encontre ao lado de um poço com um jarro vazio esperando encontrar respostas a seus problemas. Hoje há muitos poços, mas a água nem sempre é boa... está poluída! Só Jesus é capaz de ler no fundo do nosso coração e revelar nossa verdade. Então como a samaritana, tornamo-nos anunciadores da salvação.

2. Por toda parte se sente a necessidade de reavivar a fé que corre o risco de obscurecer-se diante de tantas dificuldades. Essa é a nova evangelização (NE). Não se trata de começar tudo de novo, mas de colocar-se no caminho do anúncio do Evangelho que atravessou toda história e edificou a comunidade dos fiéis por todas as partes, fruto de tantos missionários e não poucos mártires. Os tempos atuais nos conclamam para algo de novo: viver de uma forma renovada nossa experiência comunitária de fé e de anúncio através de uma evangelização "nova no seu ardor, métodos e expressões". Bento XVI nos recordou que ela tem em vista principalmente as pessoas que, embora batizadas, afastaram-se da Igreja, para que redescubram a fé, fonte de graça e esperança. Estamos conscientes do enfraquecimento da fé de muitos batizados. Queremos enfrentar o problema que os tempos geram nas formas tradicionais de transmissão da fé.

3. Queremos, de saída, afirmar nossa convicção: a fé depende inteiramente da relação que estabelecemos com a pessoa de Jesus. A NE consiste em repropor ao coração e à mente, muitas vezes distraídos, a beleza e a novidade perene do encontro com Cristo. Convidamos todos a contemplar o rosto do Senhor Jesus, entrar no mistério de sua existência, doada por nós até à cruz e confirmada com o sua Ressurreição. Em sua Pessoa se revela todo o amor do Pai por nós. A Igreja é o espaço que Ele nos oferece para encontrá-Lo, já que lhe confiou sua Palavra, o Batismo, seu Corpo e Sangue, a graça do perdão, a experiência de uma comunhão que é reflexo do mistério da SS. Trindade e a força do Espírito que gera o amor para com todos. Compete a nós hoje possibilitar experiências de Igreja, multiplicar os poços para convidar homens e mulheres a saciar sua sede no encontro com Jesus. As comunidades cristãs são responsáveis por isso e, nelas, todo discípulo do Senhor: a cada um é confiado um testemunho insubstituível, para que o Evangelho possa chegar a todos. Essa é nossa tarefa na NE: ser para os outros a beirada de um poço acolhedor, no qual aas pessoas possam encontrar Jesus.

4. Não se trata de inventar estratégias, como se o Evangelho fosse um produto a ser vendido no mercado das religiões. Devemos, sim, descobrir os modos pelos quais, na aventura de Jesus, as pessoas se aproximaram dEle e por Ele foram chamadas. Como poderemos fazer o mesmo? Sem dúvida a mídia é uma estrada na qual se entrecruzam tantas vidas, questionamentos, dúvidas e busca de respostas. Lembremo-nos: André, Pedro, Tiago e João foram questionados por Jesus no trabalho do dia a dia; Zaqueu passou da simples curiosidade ao entusiasmo de partilhar a mesa com Jesus; o Centurião pediu um milagre por ocasião da doença de uma pessoa querida; o cego de nascença o invocou como libertador de sua marginalidade; Marta e Maria o receberam em casa e no coração... Percorrendo as páginas do Evangelho encontraremos diferentes modos pelos quais a vida das pessoas se abriram para a presença de Jesus. Encontramos a mesma coisa nas experiências missionárias dos apóstolos nos inícios da Igreja. A leitura frequente da Bíblia à luz da Tradição ajuda a descobrir espaços de encontro com Ele, modalidades verdadeiramente evangélicas, enraizadas nas profundas necessidades humanas: a família, o trabalho, a amizade, a pobreza, as provações da vida, etc.

5. Ai de nós pensar que a NE não nos toca pessoalmente... a Igreja, antes de evangelizar o mundo, deve evangelizar-se a si mesma. Revigorar a fé é antes de tudo trabalho de vida interior de cada fiel e da vida interna da Igreja. O convite para evangelizar se traduz num apelo à conversão. Precisamos de conversão: reconhecemos, com humildade que a pobreza e fraquezas dos discípulos de Jesus, especialmente de seus ministros, pesam demais na credibilidade da missão. Sabemos que não estamos à altura da missão de levar o anúncio de Jesus a todos os povos; somos vulneráveis, cheios de feridas... Mas estamos convictos de que a força do Espírito do Senhor pode renovar sua Igreja e tornar resplandecente suas vestes, se deixarmo-nos plasmar por ele. O propósito da conversão nos envolve profundamente. Se tal propósito dependesse de nossas forças, pouco alcançaríamos. Mas a conversão, assim como a Evangelização, não depende de nós, mas do mesmo Espírito do Senhor. Aqui está nossa força e a certeza de que o mal não terá a última palavra, nem na Igreja, nem na história. Confiamos na inspiração e força do Espírito, que nos ensinará o que deveremos dizer e fazer, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. É nosso dever, pois, vencer o medo com a fé, o aviltamento com a esperança e a indiferença com o amor.

6. Essa coragem serena ilumina também nosso olhar sobre o mundo contemporâneo. Não temos medo dos tempos que vivemos. Nosso mundo está cheio de incongruências e desafios, porém permanece como criação de Deus, ferida pelo mal, mas também terreno no qual a boa semente pode germinar. Não há lugar para o pessimismo no coração daqueles cujo Senhor venceu a morte e nos quais o Espírito Santo opera com potência. Assim, com coragem e decisão olhamos para o mundo, sentindo o chamado de Jesus para aí sermos suas testemunhas. A globalização é uma oportunidade para dilatar mais a presença do Evangelho no mundo; as migrações são ocasião de difusão da fé e de comunhão entre culturas diferentes. A mesma secularização, reduzindo o espaço da Igreja na sociedade, pode ser uma prova dolorosa, mas também proporciona nova liberdade para propor o Evangelho, sem recuar nossa presença na Sociedade. As novas formas de pobreza aumentam os espaços para o serviço da caridade. No próprio ateísmo agressivo e inquieto agnosticismo podemos entrever, não um vazio, mas a saudade, uma expectativa de que alguém possa dar uma resposta adequada. Diante disso e dos questionamentos que as culturas dominantes colocam à fé cristã, renovamos nossa confiança de que o Evangelho também para eles possa ser luz e força do homem. A NE não é obra nossa: a iniciativa e ação primeira vem de Deus; somente inserindo-nos nessa iniciativa divina e invocando-a, poderemos - com Ele e nEle - ser evangelizadores. Essa verdade gera, naturalmente, em nós a responsabilidade; mas não podemos nos deixar abater.

7. Desde a primeira evangelização e no suceder das gerações, a transmissão da fé sempre foi nas famílias. Nelas, sobretudo pela ação das mulheres, os sinais da fé, a comunicação das primeiras verdades, a educação à oração, o testemunho dos frutos do amor foram introduzidos na existência das crianças. O Sínodo, constatando em todas as culturas e latitudes a importância da família, reafirma seu papel essencial na transmissão da fé. Não se pode pensar em NE sem a responsabilidade indispensável da família no anúncio do Evangelho e sua missão educativa. Não ignoramos que a família, constituída no matrimônio por homem e mulher, atravessa crises assustadoras. Justamente por isso devemos cuidar da família e sua missão na sociedade e na Igreja. Ao mesmo tempo, expressamos nossa gratidão a tantos esposos e famílias cristãs que dão testemunho de comunhão e serviço, sementes de uma sociedade mais fraterna e pacificada. Não ignoramos situações em que a família não reflete aquela imagem de unidade e amor por toda vida, como o Senhor nos ensinou. Há casais que convivem sem a bênção divina e humana, multiplicam-se casais de segunda união, cujas consequências os filhos padecem. Queremos lhes dizer que o amor de Deus não os abandona, que a Igreja é Casa acolhedora para todos e que a comunhão eclesial não lhes é negada, mesmo se não podem partilhar a Eucaristia e que não faltam meios para continuarem membros vivos e atuantes da Igreja. Jesus não se apresenta à samaritana como aquele que somente dá a vida, mas a vida eterna. O dom da fé não é somente para esse mundo, porém uma promessa de que o sentido último de nossa vida vai para além desse mundo, na comunhão plena com Deus que esperamos após a morte. Desta vida futura são testemunhas particulares os chamados à vida consagrada, pois vivendo na pobreza, castidade e obediência, apontam para um mundo futuro que relativiza os bens daqui da terra. O Sínodo reconhece e agradece-lhes a grande contribuição que dão à missão da Igreja e convida-os para que sejam testemunhas e promotores da NE nos vários ambientes de vida nos quais vivem o próprio carisma.

Roma, 20 de Outubro de 2012, quinta feira
Pe. Luiz Alves de Lima, sdb
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Notícias do Sínodo dos Bispos 12 - Pe. Lima
 JOVEM CATEQUISTA RECEBE O MAIOR APLAUSO NA SALA SINODAL

 As coisas começam a mudar... e para melhor. Hoje ouvimos sínteses e propostas muito interessantes durante a sessão da manhã: os 12 relatores dos Circuli Minores (grupos) expuseram, em 10 minutos cada um, o resultado dos trabalhos até hoje realizados... É um conteúdo abundante e muito precioso, que, infelizmente será reduzido nas etapas seguintes e muita coisa se perderá pelo caminho, dada a metodologia usada.

 Aqui, nessa pequena crônica, também não há espaço para tudo... Apresento apenas algumas ideias. Com relação ao contexto cultural de hoje é indispensável novas categorias do saber teológico que sejam capazes de expressar, com maior coerência, os conteúdos da fé cristã; é preciso, por exemplo, oferecer uma visão nova da antropologia à luz do mistério da Trindade: as relações interpessoais como base da concepção de pessoa, opondo-se à concepção secularista e individualista. Isso é trabalho para os teólogos...

 Como disse Paulo VI, não podemos chegar a uma definição rígida de evangelização, com o perigo de trair sua riqueza. Sem esquecer outros aspectos, o destinatário da NE é o fiel que deve reencontrar ou reforçar as razões da própria fé, transformando-se ele mesmo em evangelizador; ou aquele que, por motivos diversos afastou-se da fé e da comunidade; ou ainda todos os que possuem o desejo de crer e buscam pessoas capazes de comunicar a alegria do encontro com Cristo. Isso comporta o reconhecimento do primado da graça divina.

 A urgência da NE impõe um sério exame de consciência da Igreja para que renove suas práticas pastorais que já não são eficazes na evangelização, ou seja: uma conversão pastoral. Para isso é necessário coragem e audácia. Tal conversão pastoral faz sublinhar o chamado à santidade, vocação de todo batizado e fonte de zelo para levar todos à conversão a Jesus Cristo. A santidade é meta de todo esforço evangelizador.

 O Sínodo de 2012, em continuidade com o de 2008, insiste na importância primária e fundamental da Bíblia na missão evangelizadora da Igreja; em geral ela é pouco conhecida pelos católicos. Sem o conhecimento da Palavra de Deus a fé fica sempre fragilizada e sem condições de estabelecer um diálogo inter-religioso. O Catecismo da Igreja Católica, por sua vez, como grande projeto teológico-espiritual, é um grande instrumento de fortalecimento e aprofundamento das razões de nossa esperança, de tal modo que nossa fé seja plena adesão de coração e de mente à Revelação divina. Não se pode ignorar que são muitos os batizados que não aprofundam sua fé e acabam se transferindo para grupos evangélicos.

 A Liturgia é reconhecida como espaço de NE. Isso significa uma atenção especial para a formação do clero: a "arte de celebrar", o cuidado com as homilias, a revalorização e a disponibilidade dos sacerdotes para o Sacramento da Reconciliação, chamada de "irmã do batismo". A Liturgia e a catequese devem estar plenamente unidas na iniciação, compreensão e expressão da fé cristã.

 A NE exige renovação de toda vida cristã que se exprime não só através dos atos de culto (liturgia, oração), mas sobretudo na caridade fraterna, no serviço aos irmãos, de modo especial em sua dimensão social. É preciso retomar, revalorizar, tornar mais conhecida e colocar em prática a Doutrina Social da Igreja.

 Acentuou-se a importância da educação das novas gerações. Não haverá NE sem uma juventude entusiasmada por Jesus Cristo. A eles se deve propor o encontro com Jesus e toda a verdade revelada por seu Evangelho, que leva a um amor libertador e salvífico, e por isso mesmo, exigente.

 Para a transmissão da fé, é de fundamental importância a dinâmica da iniciação cristã considerada no seu conjunto, com todos os tempos e etapas para que as pessoas (adultos, jovens, adolescentes e crianças) gradualmente, através de itinerários bem articulados e acompanhados, sejam introduzidos e consolidados na fé eclesial. Nesse sentido, é preciso cuidar muito da Pastoral do Batismo, onde tudo começa, e articular melhor a ordem dos outros dois sacramentos da iniciação: a Crisma e a Eucaristia. Indispensável para o êxito da iniciação à vida cristã é o envolvimento de toda comunidade e, sobretudo, a formação de bons catequistas e outros ministérios para que coloquem em prática esse processo iniciático tão profundo e tão promissor.

 Nunca se valoriza suficientemente o papel da catequese e dos catequistas na ingente missão de transmitir a fé. A catequese possui seus mais completos princípios e orientações no Diretório Geral para a Catequese que deve continuamente ser estudado e revistado. Muitos no Sínodo pedem que a catequese seja reconhecida como "ministério instituído", mantendo a vocação tipicamente laical do catequista. Pede-se também que às mulheres seja conferido o ministério do leitorado, atualmente proibido pelo direito canônico (cân. 230).

 Quase todos os pronunciamentos ou documentos do Sínodo relevam não somente a importância da paróquia, mas também das pequenas comunidades eclesiais onde é possível viver mais intensamente as relações pessoais, aprofundar a fé e dar testemunho do Evangelho. Importante também são os novos movimentos com seus diversos carismas e a maioria deles com propostas renovadas e eficazes de ação evangelizadora; alguns são verdadeiros protagonistas da NE. O Sínodo encoraja essas formas associadas de vida cristã a agirem conforme o próprio carisma, em plena comunhão com as dioceses.

 Responsáveis primeiros da NE são os bispos com seus presbíteros e diáconos. Grande parte do sucesso da NE passa pela renovação do ardor missionário e zelo pastoral desses ministros ordenados. Mas também os leigos possuem tarefa importante na missão de evangelizar: devem testemunhar a própria fé nas complexas relações com as realidades do mundo em que vivem. O seu testemunho será tanto mais eficaz e crível, quanto mais derem prova de fé viva, caridade operosa e esperança invencível. De um modo todo especial, a família no seu conjunto é responsável decisiva na transmissão da fé aos próprios filhos; dado nosso estilo de vida moderno, às vezes os avós têm mais possibilidade e tempo de passarem com os próprios netos e serem os grandes transmissores da fé. Daí também o cuidado que toda a Igreja deve dispensar para a pastoral familiar: assistência, apoio, formação humana e cristã.

 A vida consagrada, tanto masculina como feminina, sempre deu grande contributo à expansão da fé e à consolidação da vida cristã em diversos povos ao longo de toda a história, através dos carismas que receberam do Espírito Santo, para o bem de toda a Igreja. Hoje também as religiosas e religiosos e toda nova forma de vida consagrada são chamados a serem fiéis à própria vocação, testemunhando a alegria de uma vida totalmente entregue a Deus, vivida na oração, na comunhão fraterna e no exercício da caridade e, ao mesmo tempo tendo grande disponibilidade para levar o Evangelho para os povos não cristãos. Quanto mais evangélica, mais a vida religiosa será evangelizadora.

 Até aqui é uma síntese muito por alto das conclusões de alguns dos 12 grupos. Como faltou tempo nos dias anteriores, então foi dada a palavra a alguns, principalmente os ouvintes. Dentre eles, destacou-se o mais jovem da sala sinodal, Tommaso Spinelli, catequista de jovens na cidade de Roma, 23 anos. Falando com veemência, pede que a catequese tenha "substância", que os padres sejam guias fortes, audazes, sólidos em sua vocação e identidade. "Infelizmente há padres que perderam a identidade, a cultura e o carisma... não gostamos de padres que querem se trasvestir de jovens ou, pior ainda, adotar as incertezas e o estilo de vida de jovens... a mesma coisa quando na liturgia, tentando ser originais, caem no ridículo... Eu lhes peço que tenham a coragem de ser vocês mesmos... Não tenham medo de nos propor as verdades da fé... temos fome infinita de algo de eterno e de verdadeiro". E termina pedindo três coisas: 1. Aumentar a formação dos padres, não só espiritual, mas também cultural... nunca terá credibilidade junto aos jovens o padre que não souber dar razões daquilo que diz; 2) Redescobrir o Catecismo da Igreja Católica, principalmente em suas primeiras secções, que são as mais lindas; 3) Cuidar mais da Liturgia: nós jovens não queremos celebrações simplificadas, aguadas, dessacralizadas, mas bem realizadas, dignas, que traduzam nossa identidade cristã!

 Palavras um tanto duras, ditas com ímpeto juvenil... mas que dão seu recado. Tommaso falou 4 minutos e foi aplaudido durante quase um minuto pela sisuda assembleia!

Roma, 19 de Outubro de 2012, quinta feira
Pe. Luiz Alves de Lima, sdb

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